domingo, 28 de abril de 2013

Análise: Rust in Peace... Polaris (Megadeth)


Dando continuidade ao tema Holocausto Nuclear, iniciado com a análise da música “Set the World Afire”, do Megadeth, seguiremos agora com a canção “Rust in Peace... Polaris” também da banda norte americana


Rust In Peace... Polaris

Megadeth – Álbum: Rust in Peace (1990)
 

Tremble you weaklings, cower in fear
I am your ruler, land, sea and air
Immense in my girth, erect I stand tall
I am a nuclear murderer I am Polaris
Ready to pounce at the touch of a button
My system locked in on military gluttons
I rule on land, air and sea
Pass judgment on humanity
Winds blow from the bowels of hell
Will we give warning? only time will tell
Satan rears his ugly head, to spit into the wind
I spread disease like a dog
Discharge my payload a mile high
Rotten egg air of death wrestles your nostrils
Launch the Polaris, the end doesn't scare us
When will this cease
The warheads will all rust in peace
Bomb shelters filled to the brim
Survival such a silly whim
World leaders sell missiles cheap
Your stomach turns, your flesh creeps
High priest of holocaust, fire from the sea
Nuclear winter spreading disease
The day of final conflict
All pay the price
The third world war
Raped peace, takes life back to the start
Talk of the part
When the earth was cold as ice
Total dismay as the sun passed away
And the days where black as night

Eradication of Earth's
Population loves Polaris


(Tradução) Enferruje em paz... Polaris

Você treme criatura fraca, se acovarda
Eu sou seu governante, sua terra, seu mar e seu ar
Imenso em meu cinturão, ereto eu estou alto
Eu sou um assassino nuclear, eu sou Polaris
Pronto para atacar ao toque de um botão
Meu sistema prendeu militares glutões
Eu governo na terra, no ar e no mar
Julgo a humanidade
Ventos sopram dos quintos do inferno
Se iremos avisar? só o tempo dirá
Satã levanta a sua cara feia, para cuspir no vento
Eu dissemino doenças como um cão
Descarrego meus mísseis a milhas de distância
O cheiro de ovo podre da morte invade suas narinas
Ative a Polaris, o fim não nos assusta
Quando isto cessar
Todas as ogivas irão enferrujar em paz
Os abrigos contra bombas estão totalmente cheios
A sobrevivência é como um simples capricho
Líderes mundiais vendem mísseis baratos
Seu estômago embrulha, sua carne se aflige
O grande sacerdote do holocausto, fogo vindo do mar
Inverno nuclear disseminando doenças
O dia do conflito final
Todos pagarão o preço
A terceira guerra mundial
Paz estuprada, leva a vida de volta ao inicio
Falo sobre a parte
Quando a terra estava fria como o gelo
Medo total enquanto o sol morria
E os dias ficavam escuros como a noite

A destruição da Terra
A população ama Polaris


  
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Análise da Canção: 

Essa música ocorreu a Dave Mustaine quando ele estava dirigindo pra casa vindo da cidade de  Lake Elsinore, Califórnia, quando reparou num veículo que seguia a frente, que tinha no pára-choque um adesivo que dizia: "Tomara que todas as ogivas nucleares enferrugem em paz". Imaginou aquelas velhas ogivas estocadas na praia com crianças fazendo pichação nelas, brincando como se fossem um objeto qualquer. O nome original da música seria “Child Sin”, e Dave a compôs ainda em seus tempos de Metallica, mas somente em 1990 é que a canção, repaginada, saiu da gaveta. (fonte: Site Megadeth Brasil). 


Mais uma vez o medo da Guerra Nuclear assola a cabeça de Dave Mustaine e para essa canção, ele se inspirou em um desejo coletivo (adesivos que poderiam se encontrados em muitos carros nos EUA) pedindo que os arsenais fossem desativados. 


Em 1990, o Megadeth lança o seu quarto álbum de estúdio “Rust in Peace”, sucesso de crítica e público, considerado até hoje uma das obras primas da cena “Thrash Metal. À época do lançamento já havia um acordo entre as potências mundiais (há uma alusão disso feita na capa do álbum) sobre o desarmamento nuclear. A música “Rust in Peace... Polaris” fecha o disco, e trata novamente sobre os perigos dos arsenais nucleares, mas dessa vez, sob uma ótica diferente, que para ser entendida é necessário, primeiro, esclarecer quem é a Polaris citada:


O projeto Polaris foi o primeiro SLBM (Submarine-Launched Ballistic Missile - algo como Míssil Balístico de Lançamento Submarino) liberado pela marinha Norte-Americana. Financiado e desenvolvido por volta dos anos 50 durante a Guerra Fria,tendo como intuito substituir o antigo míssil Regulus, tornou-se uma das mais importantes contribuições bélicas para os EUA desde então.(fonte: Site Megadeth Brasil)


Para afirmar e justificar o sua referência, a música representa de forma figurada o lançamento do míssil pelo submarino nas passagens "Satan rears his ugly head, to spit into the wind" e "High priest of holocaust, fire from the sea"

Dito isso, agora podemos perceber que Mustaine utiliza uma prosopopéia para criar uma fábula em torno do míssil Polaris, onde o artefato bélico assume a posição de uma espécie de “deus” após uma guerra nuclear, onde após o "toque do botão" poucas bombas destroem tudo, e o restante do arsenal vai continuar estocado sem ninguém para detonar.

Há uma crítica à corrida armamentista das potências na Guerra Fria, que gastavam bilhões de dólares no desenvolvimento de armas de destruição em massa, apenas para dissuadir o outro lado a não as utilizarem. E o refrão é muito perspicaz em expor essa situação: “Launch the Polaris, the end doesn't scare us /When will this cease /The warheads will all rust in peace”. Outra questão importantíssima está no desejo do homem comum expresso pela canção: “que todas as ogivas enferrujem em paz”, remetendo ao episódio que inspirou Mustaine a compor. As pessoas estavam com esperança que o bom senso prevalecesse, e que finalmente as potencias se desarmassem, acabando com décadas de tensão e desperdício de recursos. A humanidade, como um todo, almejava esse novo período de paz.

Percebe-se, também, uma crítica sarcástica de uma situação que se tornou comum com o final da Guerra Fria, quando diz: “World leaders sell missiles cheap”, nos remetendo diretamente à venda desenfreada de armas pelos governos dos países em grave crise financeira, tanto no bloco socialista quanto no mundo capitalista (HOBSBAWN, 1995, p. 250). Essa situação vai desencadear uma nova onda de terrorismo e corrida armamentista, que será analisada em um outro tópico.
 
Verificamos que a letra nos traz, tal como em “Set World Afire”, discussões que estão no âmbito do homem comum, mas também das academias quando se fala “Nuclear winter spreading disease”, se referindo às discussões feitas acerca da teoria do Inverno Nuclear, onde cientistas como o soviético Vladimir Alexandrov e o americano Carl Sagan,  passaram a discutir e fazer prognósticos sobre os efeitos na natureza no caso de uma eventual guerra entre as potências. A letra segue, falando sobre os efeitos do Inverno Nuclear, após uma provável Terceira Guerra Mundial: “When the earth was cold as ice /Total dismay as the sun passed away /And the days where black as night”. A Teoria do Inverno Nuclear tomou bastante fôlego nos anos 80, e também aparece em outras expressões artísticas, como nos filmes da série “Exterminador do Futuro”.



Em sua parte melódica, a canção é dividida em duas partes.  A primeira parte (Rust in Peace) começa com o som da bateria de Nick Menza, como o rufar de tambores que anunciam a guerra, e são a marca mais expressiva da música. As guitarras de Dave Mustaine e Marty Friedman entram com riffs poderosos, aumentando a tensão e dando o ritmo para o juízo final, tal como sugere a parte lírica.. A linha do baixo dá a base rítmica, mas que acompanha as guitarras e a bateria, criando uma canção homogênea. A base da canção está no ritmo da bateria, exatamente para dar a cadência progressiva desejada. A segunda parte (Polaris), entretanto, quebra essa cadência, acelerando andamento, mas ainda com todos os instrumentos seguindo o ritmo da bateria. Através dos efeitos na vocalização, a música consegue casa-se perfeitamente com a letra, quando sugestiona que é um “outro ser” que está falando. A ideia de que o míssil Polaris é o sujeito fica evidente quando analisamos também a parte sonora. 


Aqui o medo da Guerra Nuclear ainda está presente, principalmente nas figuras de linguagem mais utilizadas durante o período, falando sobre o apertar do botão, no trecho "Ready to pounce at the touch of a button". A imagem de um botão destruidor é tão poderosa, que atravessou o tempo, e ainda hoje é facilmente identificada, o que mostra que a obra do Megadeth tornou-se um documento para entender o não só o tempo em que foi escrita, mas nos serve para analisar as crises contemporâneas a respeito dos arsenais nucleares, como os casos do Irã (2009) e Coréia do Norte (2013).

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARROS, José D’Assunção. O campo da História: especialidades e abordagens. Petrópolis, Editora Vozes, 2004

CHRISTIE, Ian. Heavy Metal: a história completa. São Paulo: Editora Arx, 2010.

GUARINELLO, Norberto L. História científica, história contemporânea e história cotidiana. Revista Brasileira de História, São Paulo, v24, n.48, 13-38, 2004.
 
HOBSBAWN, Eric. Era dos Extremos: O Breve Século XX (1914-1991). São Paulo; Companhia das Letras, 1995.

MEYER, Michael. 1989: o ano que mudou o mundo: a verdadeira história da queda do Muro de Berlim. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 2009.
 
NAPOLITANO, Marcos. A História depois do papel. In PINSKY, Carla Bassanezi (org.) Fontes Históricas. 2ª Edição, São Paulo: Contexto, 2010.
______. História e Música: História cultural da música popular. 3ª Ed. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2005.
 

<www.megadethbrasil.com >. Acesso em: 06 jun 2010  


 

sábado, 27 de abril de 2013

Agradecimentos

Prezados,

Agradeço imensamente a todos aqueles que visitaram, comentaram e divulgaram o Blog neste primeiro mês de vida. É muito legal ver que a iniciativa encontrou uma boa repercussão, o que me motiva a continuar (mesmo com todas as restrições do tempo que atualmente eu tenho).

Aos amigos mais próximos, que ligaram, mandaram sms, e-mail, etc, etc... e àqueles que curtiram a proposta do Blog e pediram contato. À todos vocês, agradeço do fundo do coração pela força!

A próxima atualização trará "Rust in Peace... Polaris", para continuarmos no tema Holocausto Nuclear.

Grande abraço "a tout le monde"!

Rodrigo Lourenço Costa

domingo, 17 de março de 2013

Análise: Set The World Afire (Megadeth)


Set The World Afire
Megadeth – Álbum: So Far So Good So What (1988)

Red flash, clouds choking out the morning sky
They said it'd never come, we knew it was a lie
All forms of life die now, humans all succumb
Time to kiss your ass goodbye, the end has just begun
 
Distorted figures walk the street, it's 1999
Weeds once underneath your feet have grown to vines
Bodies melted like a candle, a land without a face
No time to change your fate, no time left, it's too late

 The arsenal of Megadeth can't be rid they said
And if it comes the living will envy the dead
Racing for power and all come in last
No winning first stone cast
This falsehood worldly peace
It's treaties will soon cease
No one will be left to prove that humans existed
Maybe soon the children will be born open fisted
We all live on one planet it will all go up in smoke
 
Too bad they couldn't see this lethal energy
And now the final scene, a global darkening

Dig deep the piles of rubble and ruins
Towering overhead both far and wide
There's unknown tools of World War III
Einstein said "We'll use rocks on the other side"
No survivors!
 
Set the world afire! 

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(Tradução) Um mundo sob as chamas

Flash Vermelho, Nuvens se chocando no céu da manhã
Eles falavam que isso nunca iria chegar, nós sabiamos que isso era mentira
Todas as formas de vida morreram agora, todos os humanos sucumbem
Hora de chutar sua bunda e dizer adeus, o fim apenas começou

Figuras distorcidas andam nas ruas, isto é 1999
Infestantes de uma vez, nasceram e cresceram vinha em seus pés
Corpo derretido como uma vela , como uma terra sem face
Sem tempo para mudar sua raça, não resta tempo, é tarde demais

O arsenal do Megadeth não pode se livrar, disseram
E quando se tratar dos vivos, eles invejarão os mortos
Corrida de poder e todos por último
Nenhum vencedor na primeira pedra
Essa falsidade de paz mundial
Esses tradados em breve cessarão
Ninguém será deixado vivo para provar que humanos existiram
Talvez em breve as crianças vão nascer sendo abertas
Todos nós vivemos num planeta que vai virar fumaça

Tão mal que eles mal podiam ver esta letal energia
E agora na cena final, o globo vai se escurecendo

Cavando fundo, pilhas de escombros e ruínas
em direção acima da cabeça ambos longe e ampla
São desconhecidas as armas da III Guerra Mundial
Einstein Disse:"Todos nós usaremos pedras no outro lado"
Nenhum sobrevivente!!!

Um mundo sob as chamas!

Análise da Canção:

Esta música é a primeira composição de Dave Mustaine, mas curiosamente só saiu no 3º álbum da banda, em 1988, e inicialmente teria o nome de "Megadeth". 
O mundo em que ele cresceu (anos 70 e 80) foi um mundo onde a ameaça nuclear era cotidiana. Tanto que isso se reflete em suas letras, como essa, Dawn Patrol,  Rust In Peace e Black Curtains.
Os anos do governo Reagan nos EUA (jan/1981 à jan/1989) foram os anos finais da Guerra Fria, onde o presidente estadunidense acirrou o conflito contra o combalido Estado Soviético. Mas ainda assim, havia o medo da retaliação da URSS.
Dentro desse contexto, a letra conta aos “sobreviventes” sobre como foi a III Guerra Mundial, depois que EUA e URSS apertaram os botões de destruição em massa.

A utilização como música incidental a canção “I Don't Want To Set the World On Fire" (1941) do grupo vocal americano chamado The Ink Spots, nos faz imaginar uma pacata fazendo no interior dos EUA, onde as pessoas calmamente ouvem no seu radinho de pilha a linda canção. De repente ouve-se o efeito sonoro de um sibiliar de uma bomba e uma explosão em seguida. Entram os riffs frenéticos. Essa construção inicial da música mostra exatamente o que era o medo da Guerra Nuclear: ninguém em nenhum lugar estaria salvo. E mais, de repente tudo estaria destruído. Isso fica evidente logo na primeira frase da letra: "Red flash, clouds choking out the morning sky"

Com guitarras rápidas, bateria pulsante e uma linha de baixo que dá corpo à construção musical, o ouvinte recebe uma avalanche sonora. Os músicos executam com extrema velocidade e maestria arranjos muito complexos.O ouvinte é convidado a experimentar a dureza de um mundo destruído, que é sugerida pela letra da canção. Não haveria jeito de cantar sobre o fim do mundo de uma forma delicada e tranquila. 


O "eu" poético pode ser entendido como alguém que assiste ao fim do mundo anunciado. A frase "They said it'd never come, we knew it was a lie" deixa essa sensação explícita para o ouvinte, e mostra novamente a paranóia de conviver com o medo da aniquilação em massa. (HOBSBAWN, 1995, p. 224). As pessoas não confiavam nos governos do EUA nem da URSS quando falavam em "distensão" ou "paz", pois só haveria paz se realmente houvesse o desarmamento de ambos os lados.

A letra ainda faz referência ao milenarismo, quando cita "Distorted figures walk the street, it's 1999". A crença do final do mundo sempre aumenta no final dos milênios. Foi assim em boa parte da Europa cristã em 999, quando o movimento das Cruzadas ganhou enorme força movido pela crença do Apocalipse milenar. Aqui a letra apresenta essa mesma preocupação, utiliza a proximidade do ano 2000 (a música é de 1988) para criar um clima apocalíptico. 

A linha "The arsenal of Megadeth can't be rid they said", vem de um panfleto vinculado pelo senador da Califórnia, Alan Cranston, que diz: "Não é simples se livrar do arsenal de Megamorte, disseram, não importa o que os tratados de paz chegaram." (Megadeath = 1 milhão de mortes; terminologia utilizada em ocasiões onde as mortes se contam nas casas dos milhôes, como na guerra; que gerou a corruptela para o nome da banda). 

A canção deixa bem claro que não acredita na "falsidade da paz mundial", e fala sobre as consequencias do ataque nuclear. Com detalhes horripilantes, primeiro cita os efeitos iniciais do ataque nuclear, com pessoas derretidas como vela, em formas inumanas. Depois fala sobre o cenário de total destruição gerado pelas bombas. As cidades em ruínas, citadas na linha  "Dig deep the piles of rubble and ruins".

Há referência de Albert Einstein na linha: "There's unknown tools of World War III / Einstein said 'We'll use rocks on the other side". Perguntado se saberia responder que tipo de armas as potências mundiais usariam em uma eventual Terceira Guerra Mundial, Einstein disse: “Não sei. Mas na Quarta Guerra Mundial, usaríamos paus e pedras”.

A música tem riffs frenéticos e mantém o tom apocalíptico, trazendo a fúria e a angustia como sentimentos despertos nos ouvintes.Tem muitas quebras noandamento, que variam entre acelerado e muito acelerado, e ajudam a criar um clima tenso e raivoso. A técnica vocal do Dave Mustaine nesse período está em cantar de forma agressiva, quase como se estivesse “rosnando” ao invés de cantar. É como uma voz que grita que não há esperança para um mundo destruído pela guerra. Os vocais recebem efeitos em algumas frases, como na segunda estrofe, como se viesse de formas de vidas não humanas, dando ênfase  ao que diz a letra.


Dave Mustaine é grande apreciador de HQs, e não é desprezível que a descrição dele sobre o conflito na letra de sua música, seja influenciada por histórias como Batman – O Cavaleiro das Trevas(1986) e Watchmen (1986). Se percebermos essas histórias, existem semelhanças muito expressivas entre a forma em que os quadrinhos contam um eventual ataque nuclear, e a letra de Mustaine.

"Set World Afire" figura como um grande clássico do Megadeth, e nos conta um mundo à beira da destruição. Alguns críticos dizem que esse tipo de música é datada, porque ela fazia sentido quando era cantada em 1988, quando o mundo ainda vivia a Guerra Fria, mas que passados 25 anos a canção perderia o seu sentido. É nesse ponto que o historiador se apropria da música como documento, exatamente para analisa-la como registro vivo de um período, captando suas nuances e desdobramentos. É nesse instante que a história encontra a música, para poder dar-lhe sentido e trazer o discurso novamente à luz. Para que possamos entender o contexto em que a obra foi criada, e decodigicar os signos contidos nela. Quando conseguimos fazer isso, percebemos que temos uma obra atemporal, com valores culturais que não se perdem com o passar dos anos.


Referências bibliográficas:

BARROS, José D’Assunção. O campo da História: especialidades e abordagens. Petrópolis, Editora Vozes, 2004

GUARINELLO, Norberto L. História científica, história contemporânea e história cotidiana. Revista Brasileira de História, São Paulo, v24, n.48, 13-38, 2004.

HOBSBAWN, Eric. Era dos Extremos: O Breve Século XX (1914-1991). São Paulo; Companhia das Letras, 1995.

KRAKHECKE, Carlos André. A Guerra Fria da década de 1980 nas Histórias em Quadrinhos Batman – O Cavaleiro das Trevas e Watchmen. Revista eletrônica História, imagem e narrativa. disponível em: <www.historiaimagem.com.br >. Acesso em: 23 mai. 2010.

NAPOLITANO, Marcos. A História depois do papel. In PINSKY, Carla Bassanezi (org.) Fontes Históricas. 2ª Edição, São Paulo: Contexto, 2010.

______. História e Música: História cultural da música popular. 3ª Ed. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2005.
 

<www.megadethbrasil.com >. Acesso em: 06 jun 2010